Alterações no ritmo do coração podem passar despercebidas no dia a dia, mas em cães e gatos elas merecem atenção especial.
As arritmias cardíacas em cães e gatos acontecem quando o coração bate de forma irregular, muito rápida ou mais lenta do que o normal, podendo afetar a circulação do sangue e a qualidade de vida do pet. Entender o que são essas alterações é o primeiro passo para proteger a saúde do seu animal.
Neste artigo, você vai descobrir o que são as arritmias cardíacas em cães e gatos, quais são as principais causas, como identificar os sinais no dia a dia e de que forma o veterinário confirma o diagnóstico. Acompanhe a leitura e saiba quando é o momento certo de buscar ajuda especializada para garantir mais saúde e bem-estar ao seu pet.
O que são arritmias e por que acontecem em cães e gatos
As arritmias cardíacas em cães e gatos são alterações no ritmo normal dos batimentos do coração. Em vez de bater de forma regular e equilibrada, o coração pode acelerar demais, bater muito devagar ou apresentar pausas e irregularidades.
Essas mudanças interferem na circulação do sangue e podem reduzir a quantidade de oxigênio que chega aos órgãos, afetando diretamente a saúde e o bem-estar do animal. Essas alterações acontecem, na maioria das vezes, por problemas no sistema elétrico do coração, responsável por controlar o ritmo dos batimentos. Doenças cardíacas estruturais, como cardiomiopatias e alterações nas válvulas, estão entre as causas mais comuns.
No entanto, as arritmias também podem surgir associadas a outras condições, como infecções, inflamações, desequilíbrios hormonais, alterações nos níveis de eletrólitos, anemia ou até reações a medicamentos.
É importante destacar que nem toda arritmia representa uma situação grave, mas algumas podem evoluir e trazer riscos se não forem acompanhadas. Em cães e gatos, a gravidade depende do tipo de arritmia, da frequência com que ocorre e da presença de outras doenças.
Por isso, entender por que as arritmias acontecem ajuda o tutor a reconhecer a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento veterinário adequado, tema que será aprofundado nos próximos tópicos do artigo.
Como identificar em casa e no consultório: sinais de alerta e quando é urgência
Identificar arritmias cardíacas em cães e gatos pode ser um desafio, especialmente em casa, já que muitos sinais são discretos no início. No dia a dia, o tutor deve observar mudanças no comportamento do pet, como cansaço excessivo, menor disposição para brincar ou passear, fraqueza, episódios de tontura, desmaios, respiração mais rápida ou difícil e até perda de apetite. Em alguns casos, o animal pode parecer confuso ou mais quieto do que o habitual, o que já merece atenção.
No consultório veterinário, a suspeita de arritmia costuma surgir durante a auscultação cardíaca, quando o profissional percebe batimentos irregulares, acelerados ou lentos demais.
Mesmo que o pet não apresente sintomas claros, exames de rotina podem revelar alterações no ritmo do coração. Por isso, consultas periódicas são essenciais, especialmente para animais idosos, raças predispostas a doenças cardíacas ou pets que já possuem alguma condição de saúde associada.
Algumas situações indicam urgência veterinária e não devem ser ignoradas. Desmaios frequentes, colapso repentino, dificuldade respiratória intensa, fraqueza extrema ou episódios de convulsão associados à falta de oxigenação exigem atendimento imediato.
Como o veterinário confirma: exames mais usados (ECG, Holter e avaliação do coração)
Quando há suspeita de arritmias cardíacas em cães e gatos, o próximo passo é confirmar o diagnóstico por meio de exames específicos. O principal deles é o eletrocardiograma (ECG), que registra a atividade elétrica do coração em tempo real.
Com esse exame, o veterinário consegue identificar se os batimentos estão acelerados, lentos ou irregulares, além de reconhecer o tipo de arritmia presente. O ECG é rápido, indolor e fundamental para entender como o coração do pet está funcionando.
Em alguns casos, a arritmia não aparece durante a consulta, principalmente quando ocorre de forma intermitente. Nessa situação, o veterinário pode indicar o Holter, um exame que funciona como um eletrocardiograma contínuo, geralmente por 24 horas. O animal utiliza um pequeno aparelho durante a rotina normal, permitindo registrar alterações no ritmo cardíaco ao longo do dia e da noite. Esse monitoramento ajuda a avaliar a frequência das arritmias e a relação delas com atividades, descanso ou estresse.
Além desses exames, a avaliação completa do coração é essencial para investigar a causa do problema. Exames como ecocardiograma, radiografia torácica e análises laboratoriais podem ser solicitados para verificar se há doenças estruturais, alterações nas válvulas, inflamações ou problemas sistêmicos associados.
Com essas informações, o veterinário consegue definir o tratamento mais adequado e acompanhar a evolução do quadro, garantindo mais segurança e qualidade de vida para cães e gatos.
Conclusão
As arritmias cardíacas em cães e gatos podem variar de alterações leves a condições que exigem atenção imediata, e por isso não devem ser ignoradas. Entender o que são essas alterações no ritmo do coração, reconhecer os sinais de alerta no dia a dia e saber quando buscar ajuda veterinária são atitudes fundamentais para proteger a saúde do pet.
Com o apoio de exames adequados, como eletrocardiograma, Holter e a avaliação completa do coração, o veterinário consegue confirmar o diagnóstico, identificar a causa e indicar o tratamento mais seguro para cada caso. O acompanhamento regular, especialmente em animais idosos ou com doenças pré-existentes, é essencial para evitar complicações e garantir um cuidado mais eficaz.
Se você percebeu qualquer alteração no comportamento ou na disposição do seu cão ou gato, não hesite em procurar um profissional. O cuidado preventivo e a atenção aos sinais do corpo são as melhores formas de garantir mais saúde, bem-estar e longevidade ao seu companheiro.
