Manter cães e gatos saudáveis vai muito além das vacinas obrigatórias. As chamadas vacinações complementares são fundamentais em muitos casos, já que ajudam a proteger os pets contra doenças específicas que podem trazer sérios riscos dependendo do ambiente em que vivem ou do estilo de vida que levam.
Entender quando essas vacinas são necessárias faz toda a diferença para garantir a qualidade de vida e longevidade dos animais de estimação.
Enquanto as vacinas essenciais, como a múltipla e a antirrábica, são indispensáveis para todos os pets, as vacinas complementares são recomendadas de acordo com fatores individuais.
Neste artigo, você vai descobrir quais são as principais vacinas complementares para cães e gatos, em que situações elas são indicadas e como podem ajudar a manter seu pet protegido contra riscos adicionais.
Vacinas complementares em cães e gatos
As vacinas complementares, também chamadas de vacinas não essenciais, são aquelas que não fazem parte do calendário obrigatório de todos os cães e gatos, mas que podem ser extremamente importantes dependendo do estilo de vida do animal.
Elas funcionam como uma proteção extra contra doenças que, em alguns casos, podem ser graves ou até fatais.
A principal diferença em relação às vacinas essenciais é que as complementares são aplicadas de acordo com a necessidade individual. Isso significa que fatores como o local onde o pet vive, se ele costuma viajar, frequentar creches, hotéis ou parques, e até o histórico de saúde da família animal devem ser levados em conta.
Por exemplo, um cão que vive em um apartamento e quase não tem contato com outros animais pode não precisar das mesmas vacinas que um cachorro que passeia diariamente em praças ou participa de competições. Da mesma forma, um gato que vive apenas dentro de casa terá riscos diferentes de um gato que costuma sair para a rua.
Ou seja: as vacinas complementares são uma forma de personalizar a proteção do seu pet, garantindo que ele esteja preparado contra doenças às quais realmente pode estar exposto.
O ideal é sempre conversar com o médico-veterinário, que vai avaliar o perfil do animal e indicar as vacinas mais adequadas para cada situação.
Principais vacinas complementares para pets
Além das vacinas obrigatórias, como a múltipla e a antirrábica, existem vacinas complementares que oferecem proteção contra doenças específicas.
Elas não são indicadas para todos os cães e gatos, mas podem ser indispensáveis em determinados contextos. Veja as principais:
1. Vacina contra a tosse dos canis (gripe canina)
Indicada para cães que frequentam locais com aglomeração de animais, como parques, hotéis, creches e exposições. Essa vacina ajuda a prevenir a traqueobronquite infecciosa, popularmente conhecida como tosse dos canis, que causa crises de tosse seca e pode evoluir para complicações respiratórias.
2. Vacina contra giardíase
A giárdia é um protozoário que provoca diarreia, vômitos e desidratação, afetando principalmente filhotes e animais com imunidade baixa. A vacina é indicada para cães que têm contato com ambientes úmidos, água de poças, áreas rurais ou locais com risco de contaminação.
3. Vacina contra leishmaniose canina
A leishmaniose é uma doença grave transmitida pelo mosquito-palha e que pode ser fatal. A vacina é indicada para cães que vivem ou viajam para regiões onde a doença é endêmica. Além da vacina, o uso de coleiras repelentes também é recomendado para aumentar a proteção.
4. Vacina contra leucemia felina (FeLV)
No caso dos gatos, essa vacina é indicada para os que têm acesso à rua ou convivem com muitos outros felinos. A FeLV compromete o sistema imunológico e pode causar anemias e tumores, sendo uma das principais causas de morte em gatos que circulam livremente.
Esses são apenas alguns exemplos das vacinas complementares mais comuns. Cada uma delas é aplicada de acordo com a realidade de cada pet, levando em consideração fatores como rotina, ambiente e riscos de exposição. O veterinário é o profissional indicado para avaliar e montar um calendário vacinal personalizado.
Quando seu pet precisa de vacinas complementares
Nem todo cão ou gato precisa das mesmas vacinas complementares. A decisão depende de alguns fatores que aumentam ou reduzem o risco de exposição a determinadas doenças. Entender esses cenários é fundamental para proteger seu pet de forma correta, sem excessos, mas também sem deixar brechas na imunidade.
Um dos pontos principais é o estilo de vida. Cães que frequentam parques, hotéis, creches ou participam de atividades com outros animais estão mais suscetíveis a doenças respiratórias, como a tosse dos canis.
Já gatos que saem de casa e têm contato com outros felinos podem se beneficiar da vacina contra a FeLV (leucemia felina). Pets que vivem apenas dentro de casa, sem contato externo, costumam ter menos risco, mas isso não elimina a necessidade de avaliação individual.
Outro aspecto é a região onde o animal vive. Áreas endêmicas para certas doenças, como a leishmaniose em algumas regiões do Brasil, exigem cuidados extras, tornando a vacinação complementar indispensável.
Além disso, animais que viajam com frequência, mudam de ambiente ou participam de competições e exposições precisam estar sempre com a proteção em dia.
Por fim, a condição de saúde do pet também influencia. Filhotes, animais idosos ou com imunidade mais baixa podem precisar de reforço extra contra algumas doenças. É sempre o médico-veterinário quem deve avaliar o histórico, o estilo de vida e os riscos do animal para indicar o calendário vacinal mais adequado.
Conclusão
As vacinas complementares em cães e gatos são uma forma inteligente de garantir que cada pet receba a proteção adequada para sua rotina e ambiente. Elas não substituem as vacinas essenciais, mas funcionam como um reforço importante contra doenças que podem trazer riscos sérios à saúde dos animais.
Saber quais vacinas aplicar e em quais situações depende de fatores como estilo de vida, região em que o pet vive e possíveis exposições a outros animais. Por isso, a avaliação de um médico-veterinário é indispensável para montar um calendário vacinal personalizado, evitando tanto a falta quanto o excesso de imunizações.
Investir na vacinação complementar é investir em qualidade de vida, prevenção e tranquilidade. Converse com o veterinário de confiança, tire suas dúvidas e garanta que seu melhor amigo esteja protegido em todas as fases da vida. Afinal, cuidar da saúde é a maior demonstração de amor que você pode oferecer ao seu pet.
