Perceber que um cão ou gato está lambendo, mordendo ou machucando repetidamente uma parte do próprio corpo pode causar preocupação.
Embora esses comportamentos muitas vezes estejam associados a problemas de pele, em alguns casos eles também podem ter relação com estresse, ansiedade ou alterações na rotina do animal.
A automutilação pode começar de maneira discreta, com uma lambedura mais frequente, por exemplo, e evoluir para queda de pelos, irritações e até feridas. Por isso, observar mudanças no comportamento do pet e entender o que pode estar por trás delas é fundamental.
Neste artigo, você vai entender como o estresse pode contribuir para comportamentos de automutilação em cães e gatos, quais sinais merecem atenção e o que fazer ao perceber esse problema.
Como o estresse pode levar o pet a se machucar
Cães e gatos também podem sentir estresse quando passam por situações que alteram sua rotina ou fazem com que se sintam inseguros.
Mudança de casa, chegada de um novo animal, ausência dos tutores, excesso de barulho, falta de atividades ou conflitos com outros pets são alguns exemplos de situações que podem provocar desconforto.
Em determinados casos, o animal pode desenvolver comportamentos repetitivos como forma de lidar com essa tensão. Lamber insistentemente uma região, morder as patas, perseguir a própria cauda ou arrancar pelos são algumas das manifestações possíveis.
No início, esses comportamentos podem aparecer apenas em momentos específicos. Quando passam a acontecer com frequência, porém, podem causar irritações, falhas na pelagem e feridas.
Observar quando o comportamento acontece também pode ajudar. Situações que antecedem as crises podem fornecer informações importantes para identificar possíveis fatores de estresse.
Quais sinais de automutilação merecem atenção?
Lamber e coçar o corpo fazem parte do comportamento normal de cães e gatos. O sinal de alerta aparece quando essas atitudes se tornam excessivas, repetitivas ou começam a provocar lesões.
Entre os sinais que merecem atenção estão:
- lambedura constante na mesma região;
- mordidas frequentes nas patas ou na cauda;
- retirada ou queda excessiva de pelos;
- áreas avermelhadas ou irritadas;
- pequenas feridas provocadas pelo próprio animal;
- dificuldade de interromper o comportamento;
- aumento da agitação ou mudanças na rotina.
É importante lembrar que esses sinais não significam necessariamente que o problema seja causado pelo estresse.
Alergias, parasitas, dermatites, infecções, dores e outras condições também podem provocar coceira ou desconforto e fazer com que o pet lamba ou morda determinada região com frequência.
Por isso, investigar a causa é essencial antes de considerar o problema apenas comportamental.
O que fazer quando o pet está se machucando?
Se o comportamento se torna frequente ou começa a provocar lesões, a avaliação veterinária é indicada. O profissional poderá investigar possíveis problemas de pele, dores ou outras condições de saúde que estejam causando o desconforto.
Quando há um componente relacionado ao estresse, observar a rotina e o ambiente do animal também se torna importante.
Manter horários mais previsíveis, proporcionar momentos de interação e oferecer atividades físicas e mentais adequadas podem contribuir para uma rotina mais equilibrada.
Cães podem se beneficiar de passeios, brincadeiras e atividades que estimulem o olfato. Para os gatos, arranhadores, esconderijos, locais elevados e brinquedos ajudam a tornar o ambiente mais interessante.
Também é recomendado evitar gritos ou punições ao perceber o comportamento. A repreensão pode aumentar a tensão e não resolve a causa do problema.
Dependendo de cada caso, o veterinário também pode recomendar mudanças ambientais, acompanhamento comportamental ou outras formas de tratamento.
Conclusão
A automutilação pode ser uma forma de manifestação de estresse em cães e gatos, principalmente quando comportamentos como lamber, morder ou arrancar pelos passam a acontecer de maneira repetitiva.
No entanto, como diferentes problemas de saúde podem causar sinais semelhantes, é importante não tentar identificar a causa apenas pela observação em casa.
Ao perceber mudanças persistentes no comportamento ou lesões no corpo do pet, procure orientação veterinária. Identificar a origem do problema é o primeiro passo para reduzir o desconforto e proporcionar mais bem-estar ao animal.
