A sarna otodécica é uma das causas mais comuns de coceira e desconforto nos ouvidos de cães e gatos, mas muitos tutores ainda têm dúvidas sobre como reconhecê-la e quando agir.
Essa condição é provocada por ácaros que se instalam no conduto auditivo e podem provocar inflamação, secreção escura e irritação intensa. Por ser altamente contagiosa, identificar os primeiros sinais é essencial para proteger a saúde do pet e evitar complicações mais sérias.
Neste artigo, você vai descobrir como identificar a sarna otodécica, quais são os tratamentos mais usados pelos veterinários e o que fazer para prevenir novas infestações.
O que é Sarna Otodécica e Como o Ácaro Afeta Cães e Gatos
A sarna otodécica é uma infestação causada pelo ácaro Otodectes cynotis, um parasita microscópico que se instala no canal auditivo de cães e gatos.
Esses ácaros se alimentam de restos celulares e secreções presentes no ouvido, causando irritação constante e um processo inflamatório que tende a piorar com o tempo. Embora possa afetar animais de qualquer idade, é especialmente comum em filhotes e pets que convivem com outros animais infestados.
Quando o Otodectes se multiplica, ele desencadeia um ciclo de coceira intensa e produção exagerada de cera, que costuma ter aspecto escuro e seco, semelhante a “borra de café”. Essa secreção acumulada irrita ainda mais o conduto auditivo e faz com que o pet tente aliviar o incômodo coçando ou balançando a cabeça repetidamente.
Em muitos casos, essa reação pode gerar feridas externas, machucados no pavilhão auricular e até infecções secundárias, como a otite.
A presença do ácaro também sensibiliza o ouvido, tornando o pet mais reativo ao toque e menos disposto a interagir. Como a sarna otodécica é altamente contagiosa, principalmente entre gatos, o contato direto com animais infestados é suficiente para transmitir o parasita.
Por isso, compreender como o ácaro age e reconhecer seus sinais iniciais é fundamental para manter a saúde auditiva do pet e evitar que o problema se espalhe para outros animais da casa.
Sintomas Mais Comuns e Diagnóstico Veterinário
Os sintomas da sarna otodécica costumam ser bastante característicos e, por isso, muitos tutores conseguem perceber que algo está errado antes mesmo de procurar ajuda.
O sinal mais comum é a coceira intensa nas orelhas, que faz o pet usar as patas com frequência ou sacudir a cabeça repetidamente na tentativa de aliviar o desconforto. Outro indício importante é a presença de uma secreção escura no canal auditivo, com aparência seca e granulada, semelhante a “borra de café”, resultado da ação dos ácaros e da inflamação local.
Além da coceira e da secreção, o pet pode demonstrar sensibilidade ao toque nas orelhas, ficar mais irritado e até evitar brincadeiras que envolvam contato na cabeça. Em casos mais avançados, a coceira excessiva pode causar feridas, crostas e até infecções secundárias, como otite, que aumentam a dor e o incômodo.
Alguns animais também passam a balançar a cabeça de forma constante ou manter a cabeça inclinada para um lado por causa da irritação no ouvido.
Para confirmar o diagnóstico, o veterinário realiza uma avaliação detalhada do canal auditivo, muitas vezes usando o otoscópio para visualizar o acúmulo de cera e possíveis lesões internas.
Em seguida, é comum coletar uma pequena amostra da secreção para análise microscópica, onde os ácaros e seus ovos podem ser identificados com precisão. Esse exame simples e rápido permite diferenciar a sarna otodécica de outras causas de inflamação no ouvido, garantindo que o tratamento indicado seja realmente eficaz.
Tratamento da Sarna Otodécica e Dicas Eficazes de Prevenção
O tratamento da sarna otodécica começa com a limpeza adequada do conduto auditivo para remover a secreção acumulada e facilitar a ação dos medicamentos. Essa etapa deve ser feita pelo veterinário ou orientada por ele, já que a orelha inflamada fica mais sensível e qualquer procedimento inadequado pode causar dor ou piorar a irritação.
Após a limpeza inicial, são prescritos medicamentos específicos para eliminar os ácaros, que podem ser aplicados diretamente no ouvido ou administrados por via oral ou tópica, dependendo do caso e da gravidade da infestação.
Durante o tratamento, é fundamental seguir o tempo e a frequência indicados pelo veterinário, mesmo que os sintomas diminuam rapidamente. Isso garante a eliminação completa dos parasitas e impede que o problema reapareça.
Em situações onde há infecções secundárias, como otites bacterianas ou fúngicas, o profissional pode incluir outros medicamentos no protocolo para aliviar a inflamação e controlar a dor. Animais que convivem no mesmo ambiente também podem precisar de avaliação, já que a sarna otodécica é contagiosa e pode se espalhar facilmente.
A prevenção desempenha um papel importante para manter a saúde auditiva do pet. Medidas simples, como revisar periodicamente as orelhas, usar produtos de higiene específicos e evitar a entrada de água no canal auditivo durante banhos, ajudam a reduzir o risco de infestações.
O uso regular de antiparasitários recomendados pelo veterinário também oferece proteção eficaz contra ácaros e outros ectoparasitas. Além disso, é essencial monitorar o contato do pet com animais desconhecidos ou com sinais de coceira nas orelhas. Com cuidados contínuos, é possível manter os ouvidos do seu cão ou gato sempre saudáveis e livres de problemas.
Conclusão
A sarna otodécica é um problema comum, mas que pode ser tratado com rapidez e eficácia quando identificado precocemente.
Observar mudanças no comportamento do pet, como coceira intensa, secreção escura ou sensibilidade nas orelhas, é essencial para garantir que a condição seja reconhecida a tempo. Com o diagnóstico correto e o tratamento orientado pelo veterinário, a recuperação costuma ser rápida e o desconforto diminui significativamente após os primeiros dias de cuidado.
Com atenção, carinho e orientação profissional, é possível manter os ouvidos do seu pet sempre saudáveis e livres de parasitas.
